Estratégia Jurídica para Conhecimento do Recurso Especial: Guia Completo STJ
- Dr. Rodrigo Morello

- há 2 horas
- 5 min de leitura

📌 RESUMO DA NOTÍCIA
⚖️ Caso: Recurso Especial no STJ - Cabimento e Admissibilidade
📅 Data: 13/02/2026
⚡ Decisão: O STJ exige demonstração de relevância das questões de direito federal infraconstitucional para admissão do Recurso Especial, conforme Emenda Constitucional 125/2022, garantindo uniformidade na interpretação da lei federal.
🏛️ Instância: Superior Tribunal de Justiça (STJ)
A estratégia jurídica para conhecimento do Recurso Especial envolve técnicas precisas para admissibilidade no STJ, previsto no art. 105, III, CF/88. Advogados devem demonstrar violação a lei federal ou divergência jurisprudencial em decisões de Tribunais de Justiça ou TRFs. Este guia detalha requisitos e práticas para sucesso recursal.
Principais Pontos
• Cabimento do REsp em três hipóteses: contrariedade a lei federal, negação de vigência ou divergência jurisprudencial.
• Exige demonstração de relevância da questão federal após Emenda 125/2022 para superar filtros de admissibilidade.
• Não permite reexame de fatos ou provas, focando apenas em direito infraconstitucional.
• Fundamentação técnica refinada aumenta chances de conhecimento e provimento pelo STJ.
• Atualização jurisprudencial do STJ é essencial para identificar divergências válidas.
💬 "'O correto manejo do REsp exige técnica refinada de fundamentação e demonstração de divergência jurisprudencial. O conhecimento atualizado da jurisprudência do STJ é determinante para o êxito do recurso.' Fonte: Legale.com.br."
O que é Recurso Especial
O Recurso Especial (REsp) constitui instrumento recursal fundamental no ordenamento jurídico brasileiro, previsto no artigo 105, inciso III, da Constituição Federal de 1988. Ele permite a análise de decisões proferidas em única ou última instância pelos Tribunais de Justiça estaduais, Tribunais Regionais Federais e Tribunais do Distrito Federal e Territórios pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Sua finalidade precípua é assegurar a uniformidade na interpretação da legislação federal infraconstitucional em todo o território nacional.
Diferentemente de recursos ordinários, o REsp não visa reexaminar fatos ou provas produzidas em primeira instância, mas sim corrigir violações à lei federal ou divergências interpretativas. Essa característica o classifica como recurso de fundamentação vinculada, com hipóteses taxativas de cabimento. O STJ atua como guardião da ordem jurídica federal, evitando interpretações díspares entre tribunais inferiores.
Na prática, o conhecimento do REsp representa a etapa inicial de exame de admissibilidade, realizada tanto pelo tribunal de origem quanto pelo próprio STJ. Estratégias jurídicas eficazes concentram-se em superar esses filtros rigorosos, com fundamentação idônea e demonstração clara dos pressupostos constitucionais.
A Emenda Constitucional 125/2022 introduziu o requisito de demonstração da relevância das questões de direito federal, elevando o padrão de exigência para interposição. Isso reforça a necessidade de peças recursais bem elaboradas, com análise aprofundada do impacto da controvérsia.
Hipóteses de Cabimento
O cabimento do Recurso Especial está restrito a três hipóteses constitucionais: quando a decisão recorrida contrariar tratado ou lei federal ou negar-lhes vigência; quando julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal; ou quando der à lei federal interpretação divergente da atribuída por outro tribunal. Essas condições demandam identificação precisa da questão federal envolvida.
Na primeira hipótese, configura-se violação direta à norma federal, como aplicação errônea ou omissão de dispositivo legal. A segunda abrange conflitos entre atos locais e legislação federal, comum em matérias tributárias ou administrativas. A terceira exige divergência jurisprudencial, comprovada por comparação de acórdãos semelhantes.
Para divergência, é imprescindível transcrever ementas de julgados conflitantes, indicando tribunais e datas. O STJ exige que a divergência seja contemporânea e sobre idêntica controvérsia. Estratégias incluem pesquisa exaustiva em bancos de jurisprudência para robustecer a peça recursal.
Questões de direito federal infraconstitucional são o cerne, excluindo matérias constitucionais reservadas ao STF via Recurso Extraordinário. Essa distinção evita indeferimentos por incompetência.
Requisitos de Admissibilidade
Além dos requisitos genéricos de tempestividade, preparo e regularidade formal, o REsp impõe condições específicas. O recorrente deve prequestionar a matéria nos tribunais inferiores, ou seja, suscitá-la expressamente para esgotamento de instâncias ordinárias. Ausência de prequestionamento leva ao não conhecimento.
A fundamentação deve ser específica, apontando o dispositivo legal violado e transcrevendo trechos relevantes da decisão impugnada. Peças genéricas ou por simples petição resultam em inadmissibilidade. Desde 2022, demonstra-se a relevância da questão federal, avaliada pelo tribunal de origem.
O juízo de admissibilidade é duplo: formal pelo tribunal a quo e material pelo STJ. Estratégias para superação incluem peça clara, com quadros comparativos de divergências e argumentos sobre repercussão geral da matéria. Atualização jurisprudencial evita óbices como súmulas do STJ.
Não cabimento em reexame de provas reforça a necessidade de foco exclusivo em direito, conforme súmula 7/STJ.
Estratégias para Conhecimento
A elaboração da petição de REsp exige estrutura padronizada: identificação da controvérsia, demonstração de cabimento, transcrição de acórdãos divergentes e pedido de provimento. Use linguagem técnica, citando doutrina e jurisprudência alinhada ao STJ.
Pesquise precedentes recentes do STJ para alinhar argumentos, evitando posições superadas. Ferramentas como o sistema de jurisprudência do STJ facilitam essa tarefa. Antecipe óbices, como ausência de prequestionamento, com contrarrazões proativas.
Na fase de agravo em REsp, contra denegação de seguimento, reforce relevância e supere formalismos. Taxa de êxito eleva-se com análise de risco-benefício, priorizando casos de alta divergência.
Treinamento em técnica recursal, como destacado em materiais da Estratégia Jurídica, otimiza resultados na segunda fase de concursos e prática forense.
Impactos na Prática Jurídica
O sucesso no conhecimento de REsp uniformiza o direito federal, beneficiando segurança jurídica nacional. Decisões do STJ vinculam tribunais inferiores via recursos repetitivos, desde 2008.
Advogados ganham com precedentes para ações futuras, especialmente em temas tributários, consumeristas e trabalhistas. Falhas na estratégia recursal perpetuam instabilidades interpretativas.
A Emenda 125/2022 filtra recursos irrelevantes, agilizando o STJ e priorizando controvérsias impactantes. Isso demanda maior sofisticação técnica dos operadores do direito.
No contexto internacional, o REsp fortalece a jurisdição do STJ em tratados federais.
Diferenças com Recurso Extraordinário
Enquanto o REsp cuida de lei infraconstitucional, o REsp do STF versa sobre Constituição Federal. Confusão leva a indeferimentos por incompetência.
Ambos são recursos excepcionais, sem reexame fático, mas com objetos distintos. Estratégia envolve escolha correta para evitar perda de prazo.
Súmulas vinculantes do STF contrastam com informativas do STJ, guiando interposições.
Perguntas Frequentes
❓ Quando cabe o Recurso Especial?
Cabe quando decisão de tribunal estadual ou regional federal violar lei federal, negar-lhe vigência ou divergir de jurisprudência de outro tribunal, conforme art. 105, III, CF. Exige prequestionamento e demonstração de relevância.
❓ O que é necessário para admissibilidade do REsp?
Tempestividade, preparo, prequestionamento, fundamentação específica e, desde 2022, relevância da questão federal. Não permite reexame de provas.
❓ Qual a diferença entre REsp e RE?
REsp trata de lei infraconstitucional no STJ; RE discute Constituição no STF. Escolha errada acarreta não conhecimento.
❓ Como demonstrar divergência jurisprudencial?
Transcreva ementas de acórdãos conflitantes, indicando tribunais, datas e identidade da controvérsia. Pesquise jurisprudência atualizada do STJ.
Conclusão
A estratégia jurídica para conhecimento do Recurso Especial demanda precisão na identificação de violações federais, fundamentação idônea e demonstração de relevância, conforme evolução legislativa. Sucesso assegura uniformidade jurídica nacional, impactando prática forense.
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Fontes Oficiais: Tribunais Superiores e Portais Jurídicos
Foto: Superior Tribunal de Justiça STJ from Brasil via Wikimedia Commons – Licença: CC BY 2.0 [https://creativecommons.org/licenses/by/2.0]















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