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Porte de Arma Aprovado para Novas Profissões: Entenda as Categorias Permitidas e os Projetos em Tramitação no Congresso

Porte de Arma Aprovado para Novas Profissões: Entenda as Categorias Permitidas e os Projetos em Tramitação no Congresso
Porte de Arma Aprovado para Novas Profissões: Entenda as Categorias Permitidas e os Projetos em Tramitação no Congresso Foto: Arian Fernandez / Pexels


📌 RESUMO DA NOTÍCIA


⚖️ Caso: Ampliação do porte de arma para novas categorias profissionais no Brasil

📅 Data: Novembro de 2025

⚡ Decisão: Comissão de Segurança Pública da Câmara aprova PL 1038/25 para atiradores; PL 2480/25 inclui vigilantes e seguranças privados; PL 5438/25 propõe porte para empresários e proprietários comerciais

🏛️ Instância: Câmara dos Deputados (Comissão de Segurança Pública)




O Congresso Nacional avança na ampliação do porte de armas para novas profissões, com projetos que incluem atiradores, vigilantes, seguranças privados, empresários e proprietários de estabelecimentos comerciais. As propostas alteram o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) e geram intenso debate sobre segurança pública e direitos individuais. Enquanto a Comissão de Segurança Pública da Câmara já aprovou o PL 1038/25 para atiradores com mais de um ano de registro, outros projetos como o PL 2480/25 e o PL 5438/25 seguem em tramitação, prometendo mudanças significativas no cenário do armamento civil no Brasil.


Principais Pontos

  • PL 1038/25 autoriza porte para atiradores com Certificado de Registro há mais de um ano, aprovado na Comissão de Segurança Pública

  • PL 2480/25 inclui vigilantes, agentes de segurança privada e instrutores de tiro entre as categorias com porte 24 horas

  • PL 5438/25 propõe porte para empresários e proprietários de estabelecimentos comerciais, em análise na Câmara

  • Projetos alteram o Estatuto do Desarmamento e geram debates sobre critérios de risco e efetividade na segurança pública


"A comissão aprovou a versão do relator, deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), para o Projeto de Lei 1038/25, que autoriza atiradores de nível 1 a portar arma de fogo de propriedade particular para defesa pessoal em âmbito nacional."


Contexto Legal: O Estatuto do Desarmamento e as Mudanças Propostas


A Lei 10.826/2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento, estabelece regras rigorosas para a posse e o porte de armas de fogo no Brasil. Atualmente, o porte é concedido apenas a categorias específicas, como forças de segurança e militares, mediante comprovação de necessidade efetiva. A posse, por sua vez, permite ter a arma exclusivamente em casa ou no local de trabalho, sem autorização para circular armado.


Os projetos de lei em tramitação no Congresso buscam flexibilizar essas restrições, incluindo novas profissões no rol de autorizados ao porte. O PL 1038/25, do deputado Dr. Fernando Máximo (União-RO), foca em atiradores desportivos, enquanto o PL 2480/25, da deputada Rosângela Reis (PL-MG), abrange profissionais de segurança privada. Já o PL 5438/25, de Marcos Pollon (PL-MS), propõe o porte para empresários e proprietários comerciais.


As propostas alteram dispositivos específicos do Estatuto, como a exigência de comprovação de risco à integridade física. Em vez disso, os projetos presumem o risco para determinadas atividades, simplificando o processo de autorização. Essa mudança tem gerado apoio de setores que defendem o direito à autodefesa e críticas de especialistas em segurança pública, que alertam para o aumento da violência armada.


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PL 1038/25: Porte para Atiradores com Mais de Um Ano de Registro


O Projeto de Lei 1038/25, aprovado pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, autoriza atiradores com Certificado de Registro (CR) há mais de um ano a portar arma de fogo para defesa pessoal em todo o país. A proposta abrange atiradores de nível 1, que são aqueles que praticam tiro esportivo de forma amadora, mas que já demonstraram regularidade no registro.


Pela proposta, o porte é vinculado à arma de propriedade particular do atirador, que deve estar registrada em seu nome. Além disso, o atirador precisa comprovar participação em competições ou treinamentos periódicos para manter a autorização. O relator, deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), argumentou que a medida reconhece a capacitação técnica dos atiradores e seu baixo risco de envolvimento em crimes.


A aprovação na comissão representa um passo importante, mas o projeto ainda precisa passar por outras comissões e pelo plenário da Câmara antes de seguir ao Senado. Críticos apontam que a medida pode facilitar o acesso de pessoas com instabilidade emocional às armas, enquanto defensores destacam o direito à legítima defesa e a contribuição dos atiradores para a cultura de segurança.


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"As propostas alteram dispositivos específicos do Estatuto, como a exigência de comprovação de risco à integridade física. Em vez disso, os projetos presumem o risco para determinadas atividades, simplificando o processo de autorização. Essa mudança tem gerado apoio de setores que defendem o direito à autodefesa e críticas de especialistas em segurança pública, que alertam para o aumento da violência armada."


PL 2480/25: Inclusão de Vigilantes e Seguranças Privados no Porte 24 Horas


O PL 2480/25, de autoria da deputada Rosângela Reis (PL-MG), propõe a inclusão de vigilantes, agentes de segurança privada e instrutores de tiro entre as categorias autorizadas a portar arma 24 horas por dia. Atualmente, esses profissionais só podem portar arma durante o horário de serviço e mediante autorização específica da Polícia Federal, o que limita sua capacidade de autodefesa fora do expediente.


A justificativa do projeto é que esses profissionais estão expostos a riscos constantes, mesmo fora do trabalho, devido ao conhecimento de suas atividades por criminosos. A proposta também exige que os beneficiários passem por avaliações psicológicas periódicas e treinamentos de reciclagem a cada dois anos, visando garantir a aptidão técnica e mental para o manuseio de armas.


O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Segurança Pública, de Constituição e Justiça e de Fiscalização Financeira. Se aprovado sem recurso, segue diretamente ao Senado. Entidades representativas dos vigilantes apoiam a medida, enquanto organizações de direitos humanos questionam o aumento do número de armas em circulação e os potenciais riscos para a sociedade.


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PL 5438/25: Porte para Empresários e Proprietários de Estabelecimentos Comerciais


Apresentado em outubro de 2025 pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS), o PL 5438/25 busca ampliar o direito ao porte de armas para empresários e proprietários de estabelecimentos comerciais. A proposta argumenta que esses profissionais são alvos frequentes de roubos e extorsões, especialmente em regiões com alta criminalidade, e que o porte de arma seria uma ferramenta de autodefesa legítima.


O projeto estabelece critérios objetivos para a concessão do porte, como a comprovação de que o estabelecimento já foi alvo de crime nos últimos dois anos ou que está localizado em área com elevados índices de violência. Além disso, exige que o empresário apresente certidões criminais negativas e participe de curso de manuseio de arma de fogo, com carga horária mínima de 40 horas.


A proposta enfrenta resistência de setores que temem a banalização do uso de armas e o aumento de conflitos armados em situações cotidianas. Por outro lado, defensores argumentam que o Estado não consegue garantir a segurança de todos os cidadãos e que o direito à autodefesa deve ser ampliado. O PL 5438/25 ainda está em fase inicial de tramitação, aguardando designação de relator nas comissões.


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Debate Jurídico: Constitucionalidade e Jurisprudência Recente


A ampliação do porte de armas para novas profissões levanta questões constitucionais relevantes, especialmente no que diz respeito ao direito à vida e à segurança pública. O Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou em diversos casos sobre a necessidade de equilibrar o direito individual à autodefesa com o dever do Estado de proteger a coletividade. No RE 635659, o STF discutiu a descriminalização do porte de drogas, mas também abordou princípios de intimidade e vida privada que podem ser aplicados ao debate sobre armas.


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem jurisprudência consolidada sobre a posse e o porte de armas, inclusive em casos de armas registradas em nome de pessoas falecidas. A 6ª Turma do STJ firmou entendimento de que a manutenção de arma registrada em nome de terceiro falecido configura posse irregular, destacando a importância do controle rigoroso sobre a titularidade das armas. Esses precedentes podem influenciar a interpretação dos novos projetos de lei.


Especialistas em direito penal apontam que os projetos podem ser questionados judicialmente caso aprovados, especialmente se não estabelecerem mecanismos eficazes de fiscalização. A exigência de avaliações psicológicas periódicas e treinamentos é vista como positiva, mas a falta de um sistema integrado de monitoramento pode comprometer a efetividade das medidas. O debate jurídico deve se intensificar à medida que os projetos avançam no Congresso.


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Impactos na Segurança Pública: Riscos e Benefícios


A ampliação do porte de armas para novas profissões gera opiniões divergentes entre especialistas em segurança pública. De um lado, defensores argumentam que cidadãos armados podem dissuadir criminosos e reduzir a taxa de crimes violentos, especialmente em áreas com baixa presença policial. Estudos internacionais, como os realizados nos Estados Unidos, mostram correlações entre o aumento do porte legal e a redução de certos tipos de crime, embora os resultados sejam controversos.


Por outro lado, críticos apontam que o aumento do número de armas em circulação pode elevar o risco de acidentes, suicídios e homicídios passionais. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) indicam que o Brasil já possui uma das maiores taxas de homicídio do mundo, e a flexibilização do porte pode agravar esse cenário. Além disso, há preocupações com o desvio de armas legais para o mercado ilegal, especialmente se os mecanismos de fiscalização forem insuficientes.


A experiência de outros países, como a Austrália e o Reino Unido, que adotaram restrições severas ao porte de armas após tragédias, contrasta com o movimento de flexibilização observado no Brasil. Enquanto isso, países como os Estados Unidos mantêm políticas permissivas, mas enfrentam altos índices de violência armada. O debate brasileiro reflete essa dicotomia, com a sociedade dividida entre a defesa do direito individual e a busca por segurança coletiva.


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Próximos Passos: Tramitação e Perspectivas de Aprovação


Os projetos de lei sobre porte de armas para novas profissões seguem em diferentes estágios de tramitação no Congresso Nacional. O PL 1038/25, já aprovado na Comissão de Segurança Pública, precisa passar pelas comissões de Constituição e Justiça e de Finanças antes de ir ao plenário. O PL 2480/25 tramita em caráter conclusivo, o que pode acelerar sua aprovação, enquanto o PL 5438/25 ainda aguarda designação de relator.


A pressão de grupos de interesse, como associações de atiradores, vigilantes e empresários, tem impulsionado a agenda legislativa. Por outro lado, organizações de direitos humanos e entidades de segurança pública mobilizam-se para frear as propostas, argumentando que o foco deve ser o fortalecimento das polícias e o combate ao crime organizado, e não o armamento da população civil.


As perspectivas de aprovação são incertas, mas o cenário político atual, com maioria conservadora no Congresso, favorece a pauta do armamento. No entanto, a necessidade de aprovação em ambas as Casas e a possibilidade de veto presidencial ou questionamento no STF podem atrasar ou inviabilizar as mudanças. O debate deve se intensificar ao longo de 2026, com a proximidade das eleições e o aumento da polarização política.


Perguntas Frequentes


❓ Quais profissões estão sendo incluídas no porte de arma pelos novos projetos?

Os projetos incluem atiradores com mais de um ano de registro (PL 1038/25), vigilantes, agentes de segurança privada e instrutores de tiro (PL 2480/25), além de empresários e proprietários de estabelecimentos comerciais (PL 5438/25). Cada proposta tem critérios específicos de elegibilidade.



❓ Qual a diferença entre posse e porte de arma?

A posse permite ter a arma exclusivamente dentro de casa ou no local de trabalho, enquanto o porte autoriza a circular com a arma na rua. O porte é mais restrito e exige comprovação de necessidade efetiva, como risco à integridade física.



❓ Os projetos já foram aprovados ou ainda estão em tramitação?

O PL 1038/25 foi aprovado na Comissão de Segurança Pública da Câmara, mas ainda precisa passar por outras comissões e pelo plenário. Os PLs 2480/25 e 5438/25 estão em fases iniciais de tramitação. Nenhum deles foi sancionado como lei ainda.



Conclusão


A ampliação do porte de armas para novas profissões representa uma mudança significativa na política de armamento civil brasileira, com projetos que incluem atiradores, vigilantes, seguranças privados e empresários. Enquanto defensores apontam o direito à autodefesa e a necessidade de proteção em atividades de risco, críticos alertam para o aumento da violência e a fragilidade dos mecanismos de controle. O debate segue em aberto, com tramitação no Congresso e possíveis questionamentos judiciais.

Acompanhe a tramitação dos projetos no site da Câmara dos Deputados e participe do debate público sobre segurança e direitos individuais.


Fontes Oficiais: Órgãos Públicos e Agências de Imprensa


Foto: Arian Fernandez via Pexels

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