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Transição na Cúpula do STJ: Herman Benjamin Deixa Presidência e Reforça a Primeira Turma com sua Experiência em Direito Ambiental e Público

Sede do Superior Tribunal de Justiça em Brasília
Sede do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília. Foto: Superior Tribunal de Justiça STJ from Brasil / Wikimedia Commons


📌 RESUMO DA NOTÍCIA


⚖️ Caso: Transição na presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com a posse do ministro Luis Felipe Salomão e o retorno do ministro Herman Benjamin à atividade jurisdicional ordinária na Primeira Turma.

📅 Data: Agosto de 2026

⚡ Decisão: Ministro Herman Benjamin concluiu seu mandato bienal na presidência do STJ e do Conselho da Justiça Federal, retornando à Primeira Turma para atuar como relator e vogal em processos de direito público e ambiental.

🏛️ Instância: Superior Tribunal de Justiça (STJ) - Primeira Turma




Após dois anos de uma gestão marcada por recordes de produtividade, modernização tecnológica e enfrentamento de crises institucionais, o ministro Herman Benjamin devolveu o martelo presidencial ao seu sucessor, Luis Felipe Salomão, e reassumiu seu posto na Primeira Turma do STJ. O retorno do decano dos ministros da Corte à atividade jurisdicional colegiada ordinária não é um mero fato administrativo, mas um marco que redefine a dinâmica de julgamentos na Turma especializada em direito público, trazendo para o centro dos debates sua vasta experiência em causas ambientais, urbanísticas e de responsabilidade civil do Estado. A transição, ocorrida em cerimônia sóbria no plenário do Tribunal, simboliza a maturidade institucional da Corte Superior e inaugura um novo ciclo de atuação para um dos magistrados mais influentes da história recente do STJ.


Principais Pontos

  • Herman Benjamin encerrou gestão com redução histórica do acervo processual e implementação de inteligência artificial no STJ.

  • Retorno do ministro à Primeira Turma fortalece a especialização em direito ambiental e administrativo naquela colegiado.

  • Nova composição da Turma terá desafios de uniformização de teses sobre licitações, agências reguladoras e proteção ao consumidor.

  • Sucessão presidencial ocorreu sem rupturas, consolidando a estabilidade democrática interna do Tribunal da Cidadania.


"Ao deixar a presidência, fiz questão de ressaltar que o STJ não é uma terceira instância revisora de fatos e provas, mas uma Corte de precedentes, e é com esse espírito que retorno à Primeira Turma para seguir construindo uma jurisprudência sólida e voltada à pacificação social."


Contexto Histórico e a Relevância da Primeira Turma


A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça é um dos colegiados mais antigos e tradicionais da Corte, sendo responsável pelo julgamento de matérias que envolvem direito público, incluindo administrativo, ambiental, urbanístico, tributário e financeiro. Sua composição sempre foi estratégica para a definição de teses que impactam diretamente a relação entre o cidadão e o Estado, bem como a exploração de recursos naturais e o desenvolvimento sustentável do país.


Historicamente, a Turma tem sido palco de julgamentos paradigmáticos sobre improbidade administrativa, desapropriações, licitações e contratos administrativos, além de questões envolvendo servidores públicos e responsabilidade civil do Estado. A chegada do ministro Herman Benjamin a esse colegiado, após sua passagem pela presidência, não apenas restaura a composição anterior, mas adiciona uma camada extra de expertise, considerando sua reconhecida atuação como um dos maiores especialistas em direito ambiental do país.


O retorno do ministro ocorre em um momento em que a Turma enfrenta um acervo expressivo de recursos repetitivos e temas afetados como representativos de controvérsia, especialmente nas áreas de saneamento básico, licenciamento ambiental e regulação de serviços públicos. Sua experiência na condução de julgamentos complexos e na construção de teses de impacto será fundamental para dar celeridade e segurança jurídica a essas deliberações.


Além disso, a presença de Herman Benjamin no colegiado reforça a importância do diálogo entre a Corte Especial e as Turmas, uma vez que ele integra tanto a Primeira Seção quanto a própria Turma, garantindo uma coerência jurisprudencial mais robusta entre os órgãos fracionários do STJ.


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Balanço da Gestão Herman Benjamin na Presidência do STJ


A gestão do ministro Herman Benjamin à frente do STJ, entre agosto de 2024 e agosto de 2026, foi caracterizada por uma administração voltada à eficiência e à inovação. Durante seu mandato, o Tribunal recebeu mais de 500 mil novos processos, mas conseguiu avançar significativamente na redução do acervo total, graças à implementação de ferramentas de inteligência artificial para triagem e classificação de feitos, além da otimização das sessões virtuais e da força-tarefa de servidores.


Um dos marcos de sua gestão foi o fortalecimento do sistema de precedentes qualificados, com a priorização do julgamento de recursos repetitivos e a edição de enunciados sumulares que pacificaram controvérsias nacionais. O ministro também conduziu com mão firme a apuração de graves denúncias envolvendo a venda de sentenças no âmbito do Tribunal, implementando mecanismos de transparência e controle interno que foram elogiados pela comunidade jurídica e pela imprensa especializada.


No campo institucional, Herman Benjamin promoveu uma aproximação inédita com a sociedade civil e o meio acadêmico, lançando programas como o 'STJ na Academia' e ampliando os canais de comunicação com a imprensa. Sua gestão também foi marcada pela defesa intransigente da autonomia do Poder Judiciário e pelo combate à morosidade, com a redução do tempo médio de julgamento em diversas classes processuais.


O relatório final de gestão, divulgado em fevereiro de 2026, apontou números expressivos de produtividade, incluindo a conclusão de mais de 10 mil processos apenas no plantão judiciário de fim de ano. Esses resultados consolidaram sua imagem como um administrador eficiente, mas também geraram expectativas sobre como essa experiência será aplicada em sua nova fase como membro efetivo da Primeira Turma.


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"Além disso, a presença de Herman Benjamin no colegiado reforça a importância do diálogo entre a Corte Especial e as Turmas, uma vez que ele integra tanto a Primeira Seção quanto a própria Turma, garantindo uma coerência jurisprudencial mais robusta entre os órgãos fracionários do STJ."


A Trajetória do Ministro Herman Benjamin no STJ


Nomeado para o STJ em 2006, oriundo do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Herman Benjamin construiu uma carreira marcada pela defesa intransigente do meio ambiente e dos direitos difusos. Antes de chegar à Corte, atuou como procurador regional da República e foi um dos principais articuladores da legislação ambiental brasileira, incluindo a Lei de Crimes Ambientais e a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o que lhe rendeu reconhecimento internacional.


Em seus quase vinte anos de STJ, o ministro se destacou como relator de casos emblemáticos envolvendo desastres ambientais, como o rompimento da barragem de Mariana e os vazamentos de óleo no litoral nordestino, além de ter presidido a Comissão de Meio Ambiente do Tribunal. Sua atuação na Primeira Turma, antes de assumir a presidência, foi marcada por votos robustos e tecnicamente fundamentados, que frequentemente se tornavam paradigmas para instâncias inferiores.


Sua passagem pela Corregedoria Nacional de Justiça, entre 2012 e 2014, também foi notável, tendo implementado políticas de prevenção à corrupção e de modernização dos cartórios judiciais. Essa experiência híbrida entre o contencioso e a administração judiciária confere a Herman Benjamin uma visão sistêmica do Poder Judiciário, que agora será aplicada no julgamento de casos concretos na Primeira Turma.


A expectativa é que sua liderança intelectual no colegiado influencie não apenas os resultados dos julgamentos, mas também a metodologia de trabalho, incentivando uma análise mais aprofundada das questões fáticas e probatórias, sem perder de vista a necessidade de uniformização do direito federal.


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Composição e Dinâmica da Nova Primeira Turma


Com o retorno de Herman Benjamin, a Primeira Turma passa a contar com uma composição que mescla a experiência de ministros mais antigos com a energia de novos integrantes. O colegiado é presidido pelo ministro Paulo Sérgio Domingues e integrado também pelos ministros Regina Helena Costa, Gurgel de Faria e Manoel Erhardt, cada um com suas especialidades, mas todos com atuação destacada em direito público.


A dinâmica de trabalho da Turma é pautada pela divisão de relatorias e pela realização de sessões semanais, tanto presenciais quanto virtuais, para julgamento de recursos especiais, agravos e embargos de divergência. A chegada de Herman Benjamin deve intensificar o debate sobre a aplicação do Código de Processo Civil de 2015, especialmente no que tange à técnica de julgamento de recursos repetitivos e à sistemática de precedentes obrigatórios.


Um dos principais desafios da nova composição será lidar com o volume de processos que envolvem a revisão de atos administrativos de agências reguladoras, como ANEEL, ANP e ANVISA, além das questões relacionadas à nova lei de licitações e à responsabilização de agentes públicos por atos de improbidade. A experiência de Herman Benjamin em causas ambientais também será crucial para os julgamentos sobre o novo marco do saneamento básico e as concessões florestais.


A interação entre os ministros promete ser produtiva, pois há uma diversidade de visões sobre o papel do STJ como corte de precedentes. Enquanto alguns defendem uma postura mais contida, limitando-se à interpretação da lei federal, outros, como Herman Benjamin, tendem a uma abordagem mais pragmática e voltada à proteção de direitos fundamentais, o que deve gerar debates ricos e fundamentais para a evolução da jurisprudência.


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Principais Temas que Devem Dominar a Pauta da Turma


A pauta da Primeira Turma para o segundo semestre de 2026 está repleta de temas sensíveis que exigirão do ministro Herman Benjamin toda a sua expertise. Entre eles, destacam-se os recursos que discutem a responsabilidade civil do Estado por omissão em políticas de prevenção de desastres naturais, um campo no qual o ministro é referência nacional e internacional, tendo inclusive participado de missões da ONU sobre o tema.


Outro tema que deve ganhar destaque é a aplicação do novo marco regulatório do saneamento básico, com discussões sobre a validade de contratos de concessão e a atuação das agências reguladoras estaduais e municipais. A Turma também deverá enfrentar questões complexas sobre a desapropriação de imóveis para reforma agrária e a indenização por benfeitorias, além de casos envolvendo a regularização fundiária urbana e rural.


Na seara tributária, a Turma julgará recursos sobre a incidência de impostos sobre operações com energia elétrica e telecomunicações, além de controvérsias envolvendo a imunidade recíproca e os limites da competência dos municípios para instituir taxas. A presença de Herman Benjamin, que tem forte atuação em direito financeiro, deve trazer uma perspectiva mais ampla sobre o impacto econômico das decisões.


Por fim, a Turma deverá analisar casos de grande repercussão social, como a judicialização da saúde, incluindo o fornecimento de medicamentos de alto custo e a realização de cirurgias pelo SUS, além de questões envolvendo a proteção de dados pessoais e a responsabilidade de provedores de internet. Esses temas exigem uma ponderação cuidadosa entre interesses individuais e coletivos, algo que Herman Benjamin sempre fez com maestria em seus votos.


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Impactos da Transição para a Jurisprudência do STJ


A transição na presidência e o retorno de Herman Benjamin à Primeira Turma não devem alterar drasticamente a orientação jurisprudencial do STJ, mas podem trazer nuances importantes. Durante sua gestão, o ministro defendeu a tese de que o Tribunal deve atuar como uma corte de precedentes, evitando o reexame de fatos e provas, e essa filosofia deve permear seus votos como membro da Turma.


Espera-se que sua atuação contribua para a consolidação de teses em áreas nas quais ele é especialista, como a responsabilidade civil por dano ambiental e a aplicação do princípio do poluidor-pagador. Sua visão sobre a necessidade de proteção do consumidor hipervulnerável também deve influenciar os julgamentos que envolvem relações de consumo com serviços públicos essenciais.


A relação entre a Primeira Turma e a Primeira Seção, que julga matérias de direito público, também deve ser fortalecida, uma vez que Herman Benjamin integra ambos os órgãos. Isso pode reduzir a ocorrência de divergências internas e acelerar a uniformização de teses, beneficiando a segurança jurídica e a previsibilidade das decisões para advogados e jurisdicionados.


Além disso, a presença de um ex-presidente no colegiado traz um peso simbólico e institucional, elevando o nível dos debates e a atenção da comunidade jurídica para os julgamentos da Turma. A tendência é que as decisões proferidas nesse novo ciclo sejam ainda mais criteriosas e bem fundamentadas, servindo de referência para todo o Poder Judiciário.


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Perspectivas Futuras e o Papel do STJ no Cenário Nacional


O retorno de Herman Benjamin à atividade jurisdicional plena ocorre em um momento de grandes desafios para o STJ, que enfrenta um volume crescente de recursos e a necessidade de se adaptar às novas tecnologias e às demandas da sociedade digital. A experiência do ministro na modernização da gestão será valiosa para propor soluções inovadoras no âmbito dos julgamentos, como a ampliação do uso de inteligência artificial na elaboração de minutas e na identificação de temas repetitivos.


No cenário nacional, o STJ continua a desempenhar um papel crucial na pacificação de controvérsias que afetam diretamente a vida dos cidadãos e o ambiente de negócios. A atuação da Primeira Turma, com a liderança intelectual de Herman Benjamin, será fundamental para definir os contornos da responsabilidade do Estado em áreas como infraestrutura, energia e meio ambiente, temas estratégicos para o desenvolvimento do país.


A expectativa é que o ministro permaneça na ativa por vários anos, contribuindo com sua sabedoria e energia para a construção de uma jurisprudência sólida e progressista. Sua história no STJ é marcada por uma busca incansável pela justiça social e pela proteção dos mais vulneráveis, valores que certamente continuarão a orientar seus votos na Primeira Turma.


Em suma, a transição na presidência do STJ e a estreia de Herman Benjamin na Primeira Turma representam um novo capítulo na história da Corte, que combina a experiência de um grande magistrado com a vitalidade de um colegiado renovado. O futuro promete ser de grandes avanços na proteção dos direitos fundamentais e na consolidação do Estado Democrático de Direito no Brasil.


Perguntas Frequentes


❓ Qual é a função da Primeira Turma do STJ e por que a chegada de Herman Benjamin é relevante?

A Primeira Turma julga recursos especiais em matéria de direito público, incluindo questões ambientais, administrativas e tributárias. A chegada de Herman Benjamin é relevante por sua reconhecida expertise nessas áreas, especialmente em direito ambiental, o que deve fortalecer a qualidade e a coerência das decisões do colegiado.



❓ O que mudou na rotina do ministro Herman Benjamin após deixar a presidência do STJ?

Após concluir seu mandato de dois anos na presidência, Herman Benjamin retornou à sua função jurisdicional ordinária como membro efetivo da Primeira Turma. Agora, ele volta a atuar como relator e vogal em processos, participando de sessões de julgamento e contribuindo diretamente para a formação da jurisprudência da Corte.



❓ Quais foram os principais marcos da gestão de Herman Benjamin na presidência do STJ?

Sua gestão foi marcada pela redução do acervo processual com uso de tecnologia, priorização de recursos repetitivos, enfrentamento de crises institucionais com transparência e modernização administrativa. Ele também promoveu programas de aproximação com a academia e a sociedade, consolidando o STJ como uma corte de precedentes.



Conclusão


A conclusão da gestão de Herman Benjamin na presidência do STJ e seu retorno à Primeira Turma marcam um momento de continuidade e renovação na Corte. Sua experiência em direito público e ambiental, aliada à sua visão administrativa moderna, promete elevar o padrão dos julgamentos e contribuir para a pacificação de controvérsias nacionais, consolidando o papel do STJ como guardião da legislação federal.

Acompanhe as próximas sessões da Primeira Turma do STJ para ver na prática como a experiência de Herman Benjamin influenciará os rumos da jurisprudência brasileira.


Fontes Oficiais:

https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2026/17022026-Presidencia-divulga-relatorio-de-gestao.aspx


Foto: Superior Tribunal de Justiça STJ from Brasil via Wikimedia Commons – Licença: CC BY 2.0 [https://creativecommons.org/licenses/by/2.0]

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